Tatiani

 

Módulo 2

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ATIVIDADE 1 / MÓDULO 2

RESPONDER:

ONDE HÁ NÚMEROS EM SUA VIDA E PARA QUÊ VOCÊ OS USA?

 

 
 
Ao ler o seguinte questionamento percebi a dimensão da resposta e assustou-me a responsabilidade que temos quando lidamos com os números. Ao final da reflexão poderei de antemão concluir que somos números, literalmente! Nossa comunicação não é letrada e depois de toda a análise, arrisco em dizer que as letras são os pseudônimos dos números que não querem aparecer.
Cabe traçar um paralelo entre a vida diária e a aparição dos números ou numerais neste cotidiano.
Levanto-me programada por um dispositivo ativado por números, também chamado de relógio; caso o desrespeite logo tocará o celular que mostra em seu desagradável layout alguns números que comprovam meu atraso e compromissos, as horas.
Começo então a entrar numa espécie de paranóia porque não há como desvincular o número da vida! Cantamos parabéns a cada aniversário, mesmo sabendo que estes algarismos mostram quanto tempo já passou... isto levou-me a propor que a partir de meu próximo aniversário faça uma contagem regressiva colocando velas que tragam números de quanto tempo ainda quero viver...
Escovar os dentes por no mínimo dez minutos, saborear os alimentos mastigando-os por quinze vezes, vestir a roupa após ouvir a temperatura através da estação de rádio mais agradável sintonizada pelo número tal! Esquentar o café no microondas com tempo de um minuto, dois potinhos de ração para os gatos e mais ou menos trezentos gramas para o cão. No café duas colheres e meia de açúcar e nada, nada mais do que três fatias de pão!
O trabalho fica a quatro quilômetros de casa e o ônibus traz consigo uma numeração, tanto na placa quanto na porta, o importante é o número que diz pra onde leva a condução.
O organismo avisa a hora do lanche e do almoço, mas nada fazemos antes de confirmar os números do relógio, das notas da carteira ou dos algarismos que representam a falta mesma deles.
Somos um número para o governo, temos um registro geral. Somos um número para a economia através do cadastro de pessoas físicas. Trabalhamos quase trinta dias para receber um valor, determinado, em meu caso, por poucos numerais e ainda mais que isto, somos números desiguais na TV, nas notícias dos jornais.
Em suma, não podemos viver sem os números, somos dependentes vitais desta relação. Precisamos contar, descontar, acrescentar, multiplicar para produzir tudo na medida desejada. Do remédio que vira veneno na quantia errada ao resultado de uma compra mal efetuada, nossa vida é numérica e muito mais do que falada são os números que coordenam nossa subida ou derrocada.
Engraçado que a escrita ficou um pouco até rimada, mas que fazer se os numerais são infinitos, primos, divisíveis e divisores em nossa caminhada?
Pesar, selecionar, contar ou cantar... não é possível ter vida sem números para marcar no tempo (que contamos com eles) nossa história milenar.
 
 
 
 

 

 
Atividade 2 / Módulo 2
 
Criei uma atividade para ser aplicada numa turma de 5º ano de minha escola por uma colega (não tenho turma, pois estou na supervisão escolar).
 
A atividade consiste primeiramente numa coleta de encartes de lojas de móveis e eletroeletrônicos do município ou arredores.
Cada aluno deverá mobiliar uma casa com as figuras que achar mais apropriadas mantendo o valor das mesmas.
Cada aluno, numa folha de papel craft (papel pardo) irá colar suas figuras nos respectivos aposentos da casa, criando e decorando os ambientes conforme julga ser interessante. Serão obrigatórios os seguintes aposentos: sala, cozinha, banheiro, quarto de casal, quarto de visitas e uma área de lazer. Caso queiram aumentar a casa em ambientes não terá problemas, porém as operações serão realizadas somente nos aposentos supracitados.
Após a criação e montagem de todas as casas haverá uma exposição das mesmas para que os colegas apreciem o trabalho de todos.
Depois deste momento dar-se-á o início das atividades com cálculos.
O professor poderá criar várias questões para que os alunos exercitem os cálculos mentais, aproximação de valores, criem teorias de como atingir de forma mais eficaz as respostas que são solicitadas. Questionamento e pedidos tais como (para serem respondidos individualmente):
  • Qual a peça da casa que você acredita ter gastado mais para montar?
  • O que é mais caro nesta peça?
  • O que é mais barato?
  • Você investigou e comparou os preços entre as lojas ou comprou por impulso apenas considerando seu bom gosto?
  • Você comprou à vista ou à prazo? Por quê?
  • Calcule quanto custou cada ambiente de sua casa.
  • Se você precisasse excluir R$500,00 nas compras o que deixaria de comprar e por quê?
  • O que você gostaria de ter em sua casa que não encontrou nos encartes?
  • Quanto isto lhe custaria em média?
  • O que aparece nesta casa inventada e que na sua casa real também tem?
  • Quanto você acha que custaria pra montar uma casa como a que você mora?
  • As coisas usadas valem o mesmo do que as novas?
  • O que você venderia na sua casa que vale mais dinheiro?
  • Enumere 15 coisas que não podem faltar em uma casa.
 
As variações e sugestões podem ser alteradas ou adaptadas conforme o ritmo da turma.
 
OBS: Não posso argumentar sobre modificações porque a professora que fará a atividade não conseguiu ainda encaixa-la em suas aulas. Os alunos estão coletando os materiais e creio não ser delicado ficar incitando a colega a realizar minha atividade às pressas.
Lembro-me porém que quando estava com minha turma de 5º ano (há uns quatro anos atrás) já realizava esta atividade e os pais adoravam partilhar dos trabalhos. Chegávamos a expor as “casas” nas entregas de avaliações e fazíamos reflexões sobre a importância dos estudos para se alcançar os objetivos e desejos na vida ou ainda sobre a importância das coisas vitais e a ligação que temos com o consumismo desenfreado.
As perguntas e solicitações variavam muito. Algumas vezes lembro de trabalharmos quase um mês com este material concreto criado por eles, atualizando valores, vendendo e comprando novos móveis, adquirindo carros e até utilizava-me da teoria de Skinner com o reforço positivo... Quem ia bem às provas ganhava um “cheque” com determinado bônus para comprar um item de lazer.
É uma atividade muito prazerosa e os alunos ficam maravilhados de fazer. O sonho, o desejo e a valorização pelas coisas que eles têm em casa também fica muito evidente. Tinha aluno que passava a cuidar mais das coisas dentro de casa e os pais vinham me contar e falavam que os filhos até ficavam bravos quando um copo se quebrava. Creio que este tio de atividade além de proporcionar a prática de cálculos aplicados forme opiniões e dá a liberdade da criança formular hipóteses.

 

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Atividade 4 / Módulo 2

Atividade proposta para alunos de 5º ano / 4ª série
Temática: Campo Aditivo / Resolução e Criação de Problemas 
 
A professora proporá aos alunos a seguinte atividade:
Cada aluno receberá hipoteticamente o valor referente a um salário mínimo no início do mês. A partir do recebimento deste dinheiro o aluno passará a destinar seu salário como achar melhor mantendo a organização de suas contas obrigatórias mensais (contas estas que serão entregues pela professora numa planilha tipo calendário).
Durante o mês os alunos irão debitando os valores que são destinados a cada um e farão o controle de seus gastos e aplicações.
Ao longo do mês poderão aparecer bônus ou ônus que desencadearam um desequilíbrio no caixa de cada aluno que deverá cortar gastos ou poderá adquirir coisas que lhe agradem.
Ao final do mês a turma fará um balanço destas contas e serão visualizadas as planilhas de gastos dos colegas.
O objetivo da tarefa será de que o aluno realize cálculos mentais, de aproximação de valores, trabalhe com as alternâncias de resultados e dos locais onde os questionamentos irão aparecer bem como encontrar outras alternativas para resolver os mesmos que possam ir além do cálculo escrito.
Alguns gastos básicos que deverão ser descontados deste salário:
 
  • Terá que ajudar em casa pagando 1/3 da conta de água do mês;
  • Deverá comprar 1 litro de leite por dia durante 1 semana;
  • Deverá guardar dinheiro para comprar o lanche que custará R$2,00 cada dia. Serão cinco dias por semana e vinte dias por mês;
  • Ao longo do mês a professora irá solicitar materiais (também hipotéticos) que precisarão ser descontados do salário;
Os alunos deverão ir preenchendo a planilha na aula assim que as solicitações forem sendo feitas. Haverá o acompanhamento da professora durante a aula e poderá ocorrer variações de solicitações durante as aulas quando a professora decidir dar um bônus por exemplo e solicitar que eles descrevam o que poderão fazer com este valor. Os alunos poderão comparar seus gastos com os dos colegas e trocar idéias sobre alguns preços diferentes.
 
A professora poderá ainda trabalhar com problemas no quadro de giz onde o aluno usará sua tabela de gastos para consulta, algumas questões como por exemplo:
  • Quanto você já gastou nesta quinzena do mês?
  • Quanto restará de dinheiro ao final do mês?
  • Você já economizou em alguma compra? Como fez isto?
  • Se o valor de seu lanche mudar para R$ 1,80 quanto você economizaria no mês?
  • Você recebeu R$380,00, mas gastou R$ 34,00 com remédios e teve que comprar dois litros de leite nesta semana, como ficou seu orçamento?
Esta atividade abre um leque enorme de problematizações que poderão ser apresentados aos alunos com variações adequadas ao nível de conhecimentos dos alunos intercalando com as operações de divisão e multiplicação também, se necessário.

 

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Atividade 5
Conteúdo: Proporcionalidade
5º Ano
Quebrando a forca.
Os alunos deverão fazer um desenho de uma forca (como o usado na brincadeira com letras) e em duplas precisarão decifrar o desafio para levar o candidato (adversário) à forca.
 
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Desafio: A forca agüenta um peso de 70 quilos e qualquer quantidade maior de peso fará com que ela quebre salvando o condenado. Você precisará descobrir o nome do condenado à forca sem errar letras demais para cumprir a sentença e vencer o colega. Cada letra que você errar representará um acréscimo de 5 quilos na forca. O nome será escolhido por seu colega. Após o desenho dos tracinhos representativos da quantidade de letras do nome for estabelecido, responda:
1 - Quantas letras você poderá errar sem quebrar a forca e cumprir a sentença?
2 - Quanto pesa o nome escolhido pelo colega se cada letra pesa 5 kg?
3 – Como você faria se tivesse que escolher dois nomes sem passar do peso que a forca agüenta? Dê um exemplo destes nomes.
 
Para que o aluno realize os desafios terá que elaborar uma série de hipóteses e caminhos para chegar às respostas, passará sem dúvida pelo campo conceitual aditivo e precisará testar suas escolhas utilizando de idéias que contemplam basicamente o campo conceitual multiplicativo.
 
 

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Atividade 6

Visita ao wiki do grupo 4 do Pólo de São Leopoldo / Trabalho com 5º ano

 

Análise: Em um primeiro momento resolvi escolher outro pólo para ver como as colegas estão trabalhando em grupo fora de nossa realidade. Fiquei muito surpresa em perceber que o grupo que escolhi não tem seu wiki muito organizado. As atividades são postadas por todos os colegas (e eu que pensei que só a gente fazia isso!), mas com um agravante: não há uma ordenação na página coletiva, você começa lendo a tarefa 3 do módulo 2 e em seguida está registrado uma tarefa do módulo 1 e assim por diante. Achei muito difícil a localização das atividades e fico bem contente por nosso wiki coletivo, apesar das dificuldades, ser bem organizado propiciando a fácil leitura e rápida localização.

Quanto a atividade 3 em questão:

Fiquei toda curiosa com a atividade postada pela colega Aline Veloso Leal que propõe uma atividade utilizando o material dourado. Tenho muita vontade de aprender a trabalhar com o material dourado, mas ainda não tive a oportunidade de aprendê-lo. Li e reli várias vezes a tarefa proposta pela colega, porém não entendi. Ela cita um tabuleiro, mas que tabuleiro? Fiquei imaginando algo como um cassino, mas não sei se é bem isto. Também usa tampinhas como material, mas isto faz parte dos bloquinhos do material dourado? Que bloquinhos são usados? Já vi uma vez que tem os da dezena e os que representam unidades.

A idéia de trabalhar com jogos e material concreto faz parte do universo da resposta de todos os colegas e fico pensando porque os alunos ainda tem aulas desmotivadoras.

Uma outra colega, Elisabete Souza Neto, também deste grupo registra algo muito importante que não tinha percebido. Ela ressalta a dificuldade que os alunos apresentam na montagem dos operações onde o valor posicional dos algarismos geralmente é colocado no lugar errado daí o resultado traz erros.

Ela propõe uma atividade de decifrar códigos. Achei interessante para trabalhar com as operações numa fase de fixação de conceitos e prática de habilidades já adquiridas.

Comments (2)

Paula said

at 4:11 pm on May 6, 2008

Olá Tati! Não há necessidade de ajustes na tua NO1. Interessante tua forma de ver os números e tua escrita poética. Na tua NO2 diz que o professor elabore estratégias para que os alunos criem teorias de como atingir de "forma mais eficaz as respostas que são solicitadas"... O que seriam essas "teorias"? Como tu poderia propor um questionamento relacionado com a tua atividade onde não hovesse uma resposta solicitada, mas uma resposta que seja necessária para o prosseguir da atividade? Ou que a questão fosse elaborada pelo próprio aluno? No final das tuas observações falas da oportunidade proporcionada pela atividade de que os alunos formulem hipóteses. Em que momento tu percebe que isso acontece durante a atividade? Essas hipóteses são relacionadas com o que? Abraços

Paula said

at 4:47 pm on May 6, 2008

Sou eu novamente.
Na tua NO4... Tu propõe o recebimento das quantias referentes a algum mérito dos alunos? Que tipo de questões tu propõe para que haja discussão entre os alunos? Há algum comércio realizado entre eles? O que tu esperas de situações de débito, ou saldo devedor? Como pretende conduzir? Abraços

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